Ser revolucionário

Cuando la gente escucha la palavra revolución, piensa inmeadiatamente en sangre y barricadas. Pero há habido revoluciones de terciopelo, igual que revoluciones violentas. La revolución bolchevique estuvo bastante libré de violência. Algunos processos de reforma han sido mucho más sangrientos que algunas revoluciones. En todo caso, las revoluciones no se producen de un día para otro. Las revoluciones que dieron lugar a las sociedades modernas de clase media tardaron siglos en evolucionarse. Marx alaba las clases medias como la fuerza más revolucionaria jamás vista en la historia de la humanidad. Supongo que un revolucionario es alguien que cree que no es possible tener el tipo de justicia y bienestar que necessitamos sin una transformación completa. Eso, para mí, sería un punto de vista realista, no extremista. La caída del apartheid en Sudáfrica también fue una revolución (política, no económica), y nadie considera fanático o extremista haberlo apoyado. Todo el que cree que fue correcto que Estados Unidos dejara de ser una colonia es un defensor de la revolución. Es decir, más o menos todo el mundo lo es.

Terry Eagleton, El Pais/Babelia, 06-08-2016

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O fundamentalismo e a interpretação dos textos

El auge del fundamentalismo islámico se conecta para Eagleton con otra de sus obsesiones: ¿cómo leer o cómo no leer ficción o poesía? “El fundamentalismo de cualquier tipo es, esencialmente, un error que se comete en torno a la naturaleza de la lectura. Imagina que el significado de los signos se fija, inmutablemente, por los tiempos de los tiempos. Pero el hecho es que una marca cuyo significado no pudiera cambiar de un contexto a outro simplemente no seria un signo. Los signos deben ser transportados de una situación y acumular nuevos significados en colaboración com los signos que los rodean. Por eso no puede existir la lectura sin la interpretación.

Para Eagleton, “el fundamentalismo tiene sus raíces no en el odio, sino en el miedo, el miedo a un mundo moderno y siempre cambiante en que todo está en movimiento, donde la realidade s provisória y con un final no definido y donde las certezas y los pilares más sólidos parecen haber desaparecido. En este sentido, es la otra cara del posmoderismo.

Entrevista a Terry Eagleton, El Pais/Babelia, 06-08-2016

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O útil e o agradável

Las actividades más valiosas no tienen ningún propósito o función más allá de sí mismos: tocar música, hacer el amor, tomar vino, jugar con los hijos. Lo mismo se podría decir de los chistes. Es compartir la vida vida porque sí.

Terry Eagleton, El País/Babelia, 06-08-2016

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O Fim das Humanidades

 

O Fim das Humanidades

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As crianças precisam de artes e de histórias

 

Children need art and stories and poems and music as much as they need love and food and fresh air and play.

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Da obsessão utilitária à morte das humanidades

Quando, no mundo inteiro, as decisões sobre Educação se restringem aos custos, à empregabilidade e à criação de escravos, deixa de haver espaço para as letras e para as artes.

Las humanidades, cada vez más cerca de su fin: el STEM acabará muy pronto con ellas (Marta Jiménez Serrano)

The Morbid Fascination With the Dead of the Humanities (Benjamin Winterhalter)

The Real Reason the Humanities Are ‘in Crisis’ (Heidi Tworek)

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Leal coelha

Teresa Leal Coelho, especialista na modalidade de fuga em frente, deu uma entrevista ao Público. As suas declarações confirmam-na como um dos poucos exemplares de coelho de fila, mais um curioso cruzamento entre canídeos e roedores, com algum ADN suíno.

Com a desfaçatez de quem obedece, sempre leal, à ordem para morder, não se obriga a pensar e informa o povo de que os juízes do Tribunal Constitucional (TC) não têm condições para exercer o cargo, se não aceitarem ser criticados. A informação poderá ser preciosa, no dia em que os ditos juízes aceitarem ou rejeitarem as críticas de que foram alvo.

Parece-me evidente, por várias razões, que um juiz não faça comentários ao facto de um primeiro-ministro afirmar, por estar descontente com uma decisão, que é necessário escolher melhor os juízes do TC, tal como não terá nada a dizer acerca de uma deputada da nação que tem o desplante de afirmar que as decisões de um tribunal tiveram motivações políticas ou que houve juízes que “criaram a ilusão de que tinham uma visão filosófico-política que seria compatível com aquilo que é o projecto reformista que temos para Portugal no âmbito da integração na União Europeia.” As declarações do primeiro-ministro deverão ser ignoradas, uma vez que estão ao nível de um rapazola que chegou a presidente de um clube de futebol e põe a culpa nos árbitros; já Teresa Leal Coelho deveria ser obrigada a provar as afirmações que fez.

Para (re)conhecer Teresa Leal Coelho, vale a pena lembrar as suas passagens pelo Centro Cultural de Belém e pela administração do Benfica, no tempo de Vale Azevedo. Na primeira destas ligações, é possível encontrar, já completamente formados, o descaramento que lhe é tão útil e o desrespeito pelos juízes.

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