Arquivo de etiquetas: Educação

A professora que falava de sexo

A professora Josefina Rocha, da Escola EB 2,3 Sá Couto, em Espinho, será julgada, acusada de ter ofendido e humilhado duas alunas. Espero, em primeiro lugar, que a professora seja condenada ou considerada inocente, o que é tão óbvio que … Continuar a ler

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Pluridocência no Primeiro Ciclo

O mundo das ciências – das exactas às humanas – caracteriza-se, já há bastante tempo, por uma especialização cada vez mais micrológica, especialmente no âmbito da investigação de nível universitário. O que devemos, então, esperar, de um professor dos ensinos … Continuar a ler

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Suuuuuperprofessor

         “Não é uma ambição ao alcance de todos”, avisa Armandina Soares, presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Vialonga, em Vila Franca de Xira. Só para os que conseguirem ser professores, mediadores culturais, directores de turma, formadores, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Tudo ao mesmo tempo e, mesmo assim, não chega. Há também que dominar as novas tecnologias, participar em colóquios, seminários e conferências em Portugal ou no estrangeiro para as probabilidades aumentarem. Doutoramentos, mestrados, cursos de formação e reciclagem e ainda muita experiência em escolas problemáticas são as condições finais para garantir a selecção.

            A presidente do conselho executivo de Vialonga admite implicitamente que as escolas problemáticas precisam de mediadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Seguindo esta linha de raciocínio, o que se deveria fazer? Contratar mediadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Se tenho um problema de canos, chamo um canalizador. Se tiver dor de dentes, vou a um dentista.
            
Isso mandaria a lógica, mas não o ordena Armandina, decerto sob o olhar enternecido da trindade ministerial. Para desempenhar todas estas funções, basta que se seja professor, ou melhor, superprofessor. Imagino, aliás, que, como qualquer super
-herói, este superprofessor passe a vida a mudar de roupa em cabinas telefónicas, transformando-se ora em funcionário administrativo, ora em psicólogo, num rodízio de funções que deixaria tonto um simples mortal, mas não o superprofessor.
            
É mais uma prova da superioridade da classe docente sobre todas as outras. Um assistente social só pode ser assistente social. Um psicólogo não pode ser mais que um psicólogo. Um professor pode ser tudo isso, mesmo que não tenha tempo para preparar aulas, actividade secundária numa classe docente moderna.
            Doravante, poderemos olhar interrogativos os céus e gritar: “Será um assistente social? Será um psicólogo? Será um mediador cultural? Não! É o superprofessor!” Fica, no entanto, uma pergunta por fazer: “Será um professor?”

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