José Manuel Fernandes faz brioches

 

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A dor alheia é frequentemente indolor, o que nos permite, na presença de alguém que se queixa, proferir a graçola “Estou aqui tão perto e não me dói nada!”

José Manuel Fernandes (JMF), num texto em que mistura a crítica literária com a falta de empatia típica das bestas quadradas, classifica como Neo-Realismo forçado e obsoleto a constatação de que o empobrecimento geral afecta a vida das crianças e diverte-se com o facto de haver um jovem que se queixa de comer pão por não ter cereais em casa.

Para JMF, tudo o que vá além do pão é brioche, ou seja, um luxo que os pobres não merecem, porque, no fundo, só é pobre quem quer e quem quer ser pobre só quer pão. Não deve faltar muito para aparecer Durão Barroso a mostrar saudades da idade do ouro em que uma sardinha dava para uma família inteira.

Felizmente, Fernandes é um especialista em fazer brioches, que é sempre uma boa maneira de alcançar o lugar de publisher de um jornal de direita. Deste modo, JMF poderá contribuir para a consolidação de uma sociedade em que a plebe se conforme com o pão de cada dia, ámen, para que não ande a uivar por chocapics, era o que mais faltava.

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3 respostas a José Manuel Fernandes faz brioches

  1. Corentina Nabais diz:

    m

  2. Palmilhando diz:

    Reblogged this on Palmilhando.

  3. Pingback: Dizem que os faz bem – Aventar

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