Dizer coisas

 

Nuno Crato não diz muitas idiotices porque fala pouco. Por outro lado, diz sempre idiotices. A mais recente já foi comentada pelo Paulo Guinote, que demonstra, mais uma vez, que o ensino profissionalizante é o tapete que serve para esconder o lixo do insucesso escolar. Merece destaque aquilo que se passa com o ensino (chamado) “vocacional”, com turmas constituídas por alunos tão problemáticos que já não será o sistema educativo a resolver o problema, por muito que o esconda.

O ministro da Educação declarou que é preciso “puxar pelos bons alunos para arrastar os restantes.” Não há  como os ignorantes para encontrar soluções para tudo.

Finalmente, aos professores, agora iluminados pela sabedoria de quem nunca deu aulas no ensino básico ou secundário, bastará, nas suas aulas, dar mais atenção aos melhores alunos, para que os restantes se sintam motivados, informados e muitos outros particípios passados.

Para Nuno Crato, uma turma é, portanto, uma manada em que a maioria se limita a imitar os mais capazes. Se aceitarmos este ponto de vista, não há, efectivamente, problema em aumentar o número de alunos por turma. O ensino individualizado não faz sentido, porque, no fundo, não há indivíduos, há cabeças de gado.

É fácil ser-se ministro: basta não se ter vergonha e dizer coisas.

 

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