Mostrar ou ser, eis a questão

Sua Vacuidade Presidencial não desperdiça nenhuma oportunidade de esvaziar palavras ou de transformar frases em abismos negros. Hoje, na Assembleia da República, sempre com a ilusão contentinha de quem se julga iluminado, terá afirmado que devemos “mostrar que somos um país credível”, considerando dever de cada cidadão transformar-se num amador de relações públicas pronto para vender o turismo e a ciência portugueses.

Nada de novo em Belém: a mesma preocupação subserviente com o estrangeiro, a mesmíssima pequenez medíocre de que a banda filarmónica da nossa aldeia tem virtudes únicas. Nada tenho contra vender o nosso sol aos pálidos nórdicos que confundem 20 graus com o Verão, mas preferia que o país fosse credível para dentro, o que é impossível, quando os principais órgãos de soberania são cúmplices no esmagamento dos cidadãos, enquanto fazem um apelo podre a um consenso completamente indesejável.

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