Não há vida para além do défice (V)

Pílulas e três vacinas deixam de ser comparticipadas pelo Estado

“Com o baraço no pescoço/mui mal presta a devação…”

Cortes e aumentos continuam a caminhar de braço dado, numa asfixia contínua dos cidadãos, num desafio comparável ao de obrigar qualquer pessoa a suster a respiração sem direito a intervalo para inspirar. Pergunto-me como será possível a alguém que se sinta asfixiado não estrebuchar e continuo a achar um exercício de humor involuntário atribuir a indignação e a revolta a explicações insuficientes. Dou por mim a relembrar a personagem do Enforcado, no Auto da Barca do Inferno, que confessou ao Diabo ter sentido muitas dificuldades em perceber o que lhe diziam quando tinha a corda no pescoço.

Paulo Macedo é ministro. Da saúde também poderá ser, se isso estiver relacionado com a expressão “tratar da saúde”

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