Peões

Tal como os economistas, também eu não percebo nada de Economia. O simples facto de admitir mais esta ignorância deixa-me à vontade para fazer algumas perguntas, num tempo em que as dúvidas parecem ser um luxo, quando não um pecado.

A pergunta fundamental, a dúvida suprema, para mim, é esta: pode um país melhorar à medida que piora a vida da maioria dos cidadãos desse mesmo país?

De acordo com os  especialistas, parece que sim. Os sacrifícios “pedidos” são apresentados como uma garantia de que amanhã haverá uma recompensa, uma espécie de reino dos Céus só ao alcance de quem souber conformar-se e sofrer em silêncio.

Depois de ter contribuído para aumentar, também, o preço dos transportes, o governo, pondo a mão na consciência social, inventou uns descontos que, segundo parece, obrigarão os possíveis beneficiários a confrontarem-se com uma burocracia suficientemente complicada para que alguns não cheguem a ser beneficiários de coisa nenhuma. Para além disso, as famílias de américos amorins que somem mais de 545 € brutos não terão direito a nenhuma espécie de ajuda, tal como qualquer cidadão menos português que viva fora de Lisboa ou do Porto.

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