O inevitável não será evitável?

Sobre o economês, tive oportunidade de ler, recentemente, as seguintes palavras de Luís Fernando Veríssimo:

 

Sempre imaginei que poderia escrever uma coluna de economia usando um jargão falso (…), com pseudônimo. Não sei quanto duraria até eu ser descoberto e desmascarado, mas acho que não seria pouco. Mão estou dizendo que quem escreve sobre economia não sabe o que está escrevendo, ou se aproveita da ignorância generalizada para enganar. Estou dizendo que a análise econômica é uma arte tão imprecisa que, mesmo desonfiando do embuste, a maioria hesitaria antes de denunciá-lo. Quem garantiria que o meu enfoque diferente – minha defesa de um overspread corretivo sobre a base de pagamentos, por exemplo – não era uma novidade que merecia estudo, já que ninguém parece mesmo saber o que é certo?” (in Comédias para se Ler na Escola, Dom Quixote, p. 56)

 

Há cerca de um ano, vítima de uma ideia parecida com a do escritor brasileiro, escrevi isto. Hoje, leio esta entrevista a Eric Toussaint e, mesmo não sendo um cultor de teorias da conspiração, sinto que o mundo está cada vez mais cercado por discursos vazios que asseguram inevitabilidades que, afinal, serão evitáveis.

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