Guerra à sua alma

A alma é, pelo menos, aquilo que sobra de nós. Deste homem com quem antipatizo (o que o deve ter incomodado imenso) fica uma alma que nos desafia, feita de muitas palavras e de muitos gestos. Penso que ele gostará que continuemos a guerrear com essas palavras e com esses gestos.
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5 respostas a Guerra à sua alma

  1. João Sá diz:

    Compreendo. Saramago, como qualquer ser humano, não é nem podia ser perfeito. É também isso que o torna grande.

  2. Olá, João. Claro que podes perguntar, embora a qualidade da obra seja muito mais importante do que a relativa idiotice da minha antipatia. Antes de mais, embora não seja importante, deixa-me dizer-te que, politicamente, é muito mais o que me aproxima de Saramago do que aquilo que me separa. A antipatia tem a ver com algumas opiniões ou posições. Podia dar-te vários exemplos até tirados dos "Cadernos de Lanzarote", mas, entre outras, sempre achei descabido aquele gesto de se "exilar" em Espanha só porque uma pessoa desqualificada como o Sousa Lara tomou uma decisão idiota acerca de uma obra que, ainda por cima, na minha opinião, não tem o brilho do "Memorial do Convento" ou de "O Ano da Morte de Ricardo Reis". Imaginas o que deveriam fazer os professores do País depois de um mandato inteiro de Maria de Lurdes Rodrigues? Este lado provocador do homem, no entanto, faz-me falta, porque era alguém que se preocupava em exprimir firmemente as suas opiniões, mesmo que houvesse, na minha opinião, uma certa cedência a uma vaidade gratuita.Finalmente, penso que o escritor supera o homem e isso é muito mais importante.Abraço.

  3. João Sá diz:

    Posso perguntar qual a razão dessa antipatia?

  4. Também a mim o Saramago me ensinou que, por vezes, é preciso insistir até se perceber e mesmo gostar. É por isso que não posso concordar quando se diz que uma matéria deveria ser abandonada por ser difícil. Começo a pensar que deve ser mantida por ser difícil.

  5. Anonymous diz:

    Deste homem polémico e de ar sisudo fica, como costuma dizer-se, a obra. Apenas li na íntegra quatro das suas obras. Embora o primeiro contacto com a sua escrita me tenha levado a pensar desistir, depois de algum esforço e insistência, passei a admirar a sua capacidade de análise do ser humano,das suas motivações e sonhos. O último romance que li – "As intermitências da morte" – começa e acaba com a frase "No dia seguinte ninguém morreu." Não era certamente o dia 18 de Junho!Ivone

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