Sermão de Francisco Assis aos parvos

Irmãos



À semelhança de um António de outros tempos, seguidor do meu generoso homónimo, não falarei aos homens, que me não ouvem, antes dirigirei o meu verbo, não aos peixes, o que seria parvoíce, mas aos parvos, que o reino do socialismo será, também ele, dos mais pequenos de espírito.

Como diria certo santo proscrito, anda um espectro pelo país – o espectro da maioria relativa. Fortes diante da nossa fraqueza, os nossos inimigos têm atacado de modo não só soez, como até torpe e certamente vil a nossa irmã Inês de Medeiros e o nosso irmão Ricardo Rodrigues, para já não falar do nosso chefe tão amado pelas almas róseas como vilipendiado pelas forças negras dos inimigos da decência, da honestidade e da dignidade.

Esses mesmos inimigos, de alma enegrecida pela inveja e pela mesquinhez, transformaram meia dúzia de viagens de ida e volta à cidade do amor num ódio de estimação, usando de argumentos meramente legais. Mas o que é a lei, irmãos meus, diante de uma biografia com tanta densidade e com tão grande significado? Como se pode invocar a lei, quando conheço Inês já desde o tempo em que chegou, em Setembro, ao nosso seio parlamentar? Para quê a lei, se esta nossa irmã já existia antes de ser deputada? Indignos seríamos se sobrepuséssemos a lei ao dever de estarmos ao lado dos nossos irmãos. É por isso que ofereço à irmã Inês o ombro forte que enfrentou Felgueiras.

E que dizer do nosso irmão Ricardo? Em primeiro lugar, como é possível incomodar um homem que consegue combinar tão admiravelmente gravatas de gosto magnífico com a elegância do “u” francês açoriano? Reagiu a quente? Que atire um equipamento digital de gravação de som aquele que teria reacção diferente. Mais uma vez, o espírito antracitoso dos que querem bem ao nosso mal desce ao pormenor do furto, como se apenas por roubar se passasse a ser ladrão. Reafirmo aqui, com voz firme, constante e inabalável, que lhe renovo a minha confiança política; quanto à confiança pessoal, passarei a ter muito mais cuidado com os sítios onde deixo o meu ipod.

Ide em paz e que o vosso coração esteja em Sócrates.
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