Acção directa é a tua tia, pá!

(Pequeno diálogo inspirado na atitude do vice-presidente da bancada parlamentar do PS, que, irritado com as perguntas de jornalistas, se apropriou dos gravadores. Não percam o vídeo no fim.)

     – Ó Ruizinho, explica lá por que é que pegaste no relógio do senhor professor e saíste da sala.

     – Atão, o stor começou a pedir-me que respondesse às perguntas do tpc e eu disse-lhe que não tinha feito. Depois, perguntou-me por que é que não tinha feito e ainda me chateou porque estava virado pa trás a falar com o Fábio. Eu já tava a ficar chateado com a cena e até lhe avisei para não me chatear mais, mas ele tornou a perguntar-me e eu disse-lhe que me doía a mão e vai ele e põe-se a perguntar se já tava melhor da mão e depois levantei-me, passei pela mesa dele e tirei-lhe o relógio.

     – E tu achas correcto esse comportamento?

     – Atão, fiz como àquele senhor de óculos que até é político e tudo. Até decorei o discurso dele, quer ver? (endireita uma gravata imaginária e pigarreia) “Porque a pressão exercida sobre mim constituiu uma violência psicológica insuportável, porque não vislumbrei outra alternativa para preservar o meu bom nome, exerci acção directa e, irreflectidamente, tomei posse” do relógio do stor.

     – Pois é, Ruizinho, se calhar, tens razão…

 

 

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