As quotas como treta – continuação

     Por correio electrónico, recebi de uma amiga que trabalhou uma vida inteira na banca o seguinte comentário ao texto de ontem:

“Na Banca já há muito que adoptaram este mesmo dogma. Desde os anos 80, quando tive acesso à carta de intenções da adesão à CEE, então classificada como “de divulgação reservada” que estas políticas, de contenção, se anunciavam.
Resultado prático da aplicação: as quotas nada têm a ver com mérito, mas com redução das despesas! Só servem para promover os bufos das chefias (que até fomentam estas práticas), o compadrio, os afilhados (ou melhor, filiados no partido do governo), os carneiros, incompetentes e conformistas, ou então, que não têm estofo para ir contra a corrente e conformados com a sua “sorte” temem perder as benesses, hipotecando princípios éticos e consciências.
Uma autêntica pobreza de espírito, total ausência de cultura (incluindo a cívica) e de ideias próprias.
Por último e não menos importante, a partir dos 50/55 anos (30/35 de carreira) não obstante estas circunstâncias poderem constituir garante de mais valia profissional e humana, uma vez que os respectivos ordenados também constituem maior despesa, simplesmente acabam-se as quotas e as carreiras, iniciando-se as políticas de “downsizing” através do assédio psicológico.”
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