Suuuuuperprofessor

        

            

A  presidente do conselho executivo de Vialonga admite implicitamente que as escolas problemáticas precisam de mediadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Seguindo esta linha de raciocínio, o que se deveria fazer? Contratar mediadores culturais, assistentes sociais, psicólogos, gestores e administradores. Se tenho um problema de canos, chamo um canalizador. Se tiver dor de dentes, vou a um dentista.

Isso mandaria a lógica, mas não o ordena Armandina, decerto sob o olhar enternecido da trindade ministerial. Para desempenhar todas estas funções, basta que se seja professor, ou melhor, superprofessor. Imagino, aliás, que, como qualquer super-herói, este superprofessor passe a vida a mudar de roupa em cabinas telefónicas, transformando-se ora em funcionário administrativo, ora em psicólogo, num rodízio de funções que deixaria tonto um simples mortal, mas não o superprofessor.
É mais uma prova da superioridade da classe docente sobre todas as outras. Um assistente social só pode ser assistente social. Um psicólogo não pode ser mais que um psicólogo. Um professor pode ser tudo isso, mesmo que não tenha tempo para preparar aulas, actividade secundária numa classe docente moderna.


Doravante, poderemos olhar interrogativos os céus e gritar: “Será um assistente social? Será um psicólogo? Será um mediador cultural? Não! É o superprofessor!” Fica, no entanto, uma pergunta por fazer: “Será um professor?”
 

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4 respostas a Suuuuuperprofessor

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  2. Pingback: Rudolfo Santos: o que aconteceu à aldeia que o devia ter educado? | Aventar

  3. Pingback: Recentrar a função docente | os dias do pisco

  4. Anónimo diz:

    Armandina?
    Predestinada! Tal nome de baptismo? já diz tudo.
    Como é que chegámos à India sem a Armandina?
    Como é que este país evoluíu 800 anos sem a Armandina?
    Um prémio Nobel da esperteza bafienta para a Armandina e já!
    E por favor: alguém nos livre da sua presença cinzenta na T.V.?
    Ex-prof normal

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