Chegou a altura de cada um ser mais um

            Se tiver de ser desobediência civil, que seja, mas, sem retóricas inflamadas vindas da esquerda sem partido em que me vejo, chegaram os dias em que cada professor deve obedecer apenas à sua consciência, chegou a altura em que cada um de nós deve avançar sozinho, sem compromissos de curto prazo, chegaram os tempos em que não é possível manter a revolta silenciosa e, portanto, cúmplice do adiamento constante da Educação, numa Democracia que nasceu humana e inevitavelmente defeituosa, mas, ainda assim, merecedora de melhores dirigentes, de gente com visão e não de gentinha de vistas curtas que se perpetua fazendo de Portugal um país em que não há políticas educativas há muitos anos, um país em que apenas há política, no único sentido que a palavra assumiu, o mau sentido.

            Sou insuspeito de possuir a virtude da coragem, que não tenho, tenho absoluta consciência do medo sensato e inevitável que se deve ter, especialmente quando se lida com a irracionalidade ou com o poder (ou com o poder irracional), mas, hoje, orgulho-me de fazer greve, e, amanhã, será com muito orgulho que não entregarei os meus objectivos individuais (aliás, se são individuais, não tenho nada que os entregar, ora essa!). Depois de amanhã, logo se vê. Até para a semana.

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