Maria de Lurdes Lightyear – Para o infinito e mais além!

Ao ler esta notícia , lembrei-me de algumas coisinhas:

 

1-     se bem me lembro, a criação de quotas no sistema de avaliação dos professores tinha como pressuposto garantir a seriedade desse mesmo sistema, uma vez que nem todos os professores poderiam alcançar a classificação de Muito Bom, por exemplo. Concorde-se ou não, a verdade é isso impedirá a larga maioria de atingir o topo da carreira.

2-     Afirmar que o objectivo será alcançar os 100% de aprovações no nono ano é o mesmo que afirmar que não haverá quotas que impeçam os alunos de terminar o nono ano? Se não houver quotas que impeçam todos os alunos de terminar o nono ano, isso não fará com que a avaliação do trabalho dos alunos perca seriedade?

3-     se “os nossos professores não são menos preparados” não quererá isso dizer que, na maioria, são bons ou muito bons, o que quer dizer, por sua vez, que as quotas, afinal, criam uma grande injustiça?

4-     se é possível ter a esperança de que todos os alunos sejam aprovados no nono ano, não será possível acreditar que todos os professores poderão vir a merecer a classificação de Muito Bom? Assim, se os alunos podem todos atingir o topo da escolaridade obrigatória, os professores poderiam alcançar todos o topo da carreira.

 

 Não somos todos iguais. Por várias razões, estruturais ou conjunturais, não merecemos todos a nota máxima. No entanto, porque não somos todos iguais, a avaliação deve ser individualizada, por muitos parâmetros o mais objectivos possível que contemple.               

Nenhum professor aceitaria que fossem criadas quotas para a avaliação dos seus alunos. Em cada momento, deve existir a utopia de que é possível dar a nota máxima a todos e a possibilidade de atribuir a todos a nota mínima.                                                    

De qualquer modo, avaliar é uma das actividades dos professores e deverá ser sempre um meio e não um fim, sob risco de perverter aquilo que é a função principal: ensinar. Quando a avaliação ocupa o centro dos discursos, o essencial está a ser acessório.

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Uma resposta a Maria de Lurdes Lightyear – Para o infinito e mais além!

  1. Rui diz:

    Atão mas agora dás-lhe com lógica? ainda não percebeste que isto não vai lá com silogismos? A esta gente só interessa a logística, não é a lógica.

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